Ableton Live Tutoriais por Mark Gerald

Ableton Live 7 - Tutoria Basico from Mark Gerald on Vimeo.


Ableton Live 7 - Sequenciamento e Automação from Mark Gerald on Vimeo.



Ableton Live - Como fazer DJ Set from Mark Gerald on Vimeo.



Rewire Ableton Live Reason from Mark Gerald on Vimeo.



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Ser DJ é divertido, mas tem que levar a sério!

Fonte: http://discotecanacional.blogspot.com

Assim como aconteceu com a medicina, direito, engenharia, informática e muitas outras profissões, ao longo dos anos devido ao crescimento no volume de informações provocado pela evolução natural, elas se dividiram em diversas especialidades, o que facilitou os estudos, pesquisas e compreensão da própria profissão. Muitos não aceitam estas classificações, porém elas são de extrema importância para organização compreensão e desenvolvimento de cada especialidade e de um todo.


O DJ pode ser classificado de diversas formas: quanto à música (estilo, ritmo e gênero que toca), quanto ao equipamento utilizado e a técnica de cada um. Tanto para o DJ, produtor, músico ou quanto qualquer outra área profissional inclusive esportes, cada uma das especialidades técnicas, depende de diversos fatores, dentre eles, as características pessoais, personalidade e habilidades naturais que cada um tem ou que adquirem tecnicamente durante o aprendizado das artes, ciência de um esporte, profissão ou hobbie. Para muitos, DJ pode até parecer que é tudo a mesma coisa, porém existem várias especialidades, e apesar de todas terem a mesma base e muito em comum, tecnicamente existem diferenças, particularidades significantes entre as várias especialidades. Além das diferenças culturais e técnicas, até as ferramentas / equipamentos e a forma de utilizar / aplicar podem ser completamente diferente, de uma especialidade para outra. Conhecer, compreender e/ou dominar as particularidades das especialidades de uma profissão pode fazer a diferença quanto a ser um simples “botador de som” em festinhas e um profissional qualificado e bom de verdade.


Apesar de ainda não ser regulamentada, de certa forma “marginalizada” no passado, DJ é uma profissão extremamente inteligente e exige muito do profissional. Muitas habilidades naturais (intelectuais, emocionais e/ou físicas) requeridas e trabalhadas na maioria das especialidades dos DJs são também requeridas em profissões, esportes, hobbies e artes em geral. Uma ou mais habilidades podem ser importadas ou exportadas de uma profissão e/ou especialidade para outra. Algumas especialidades dos DJs usam habilidades intelectuais, emocionais e físicas que em outras são menos requeridas ou até indiferentes. Muitas destas habilidades não são desenvolvidas da noite para o dia, precisam ser lapidadas e podendo levar dias, meses e algumas, até anos. Hoje em dia (e para futuro) é muita pretensão uma só pessoa conhecer tudo a fundo, estar sempre atualizada, saber todas as técnicas, e estar sempre as aplicando com eficiência e qualidade, sem dedicar muitos anos em estudo, pesquisas e análises. Um DJ pode não dominar todas as técnicas, mas poderá ter mais de uma especialidade. Porém quanto maior o número de especialidades, maior será o investimento em tempo e dinheiro necessário para se atualizar, principalmente se as especialidades escolhidas forem muito distintas. Hoje muitos tentam exercer várias especialidades sem ter se preparado de forma adequada e acabam não sendo tão bom como seriam se, se dedicassem a apenas uma que mais tenha a ver com suas habilidades e talentos naturais.


Após muitos anos de estudos, prática e completo domínio de uma especialidade, fica mais fácil migrar para outra importando o conhecimento, cultura, técnicas e conceitos adquiridos, acrescentando apenas as particularidades da nova especialidade. Com a organização, classificação e dividindo em especialidades uma área profissional, todos, os profissionais, o mercado e o público serão beneficiados. Dentre os vários benefícios, um será muito importante para muitos: ficará mais fácil analisar, julgar e definir o bom DJ, por especialidade e categoria, minimizando a injustiça promovida principalmente por concursos e pela mídia, ao declarar que alguém é o melhor DJ do mundo, generalizando, sendo que tem outros tão bons quanto, mas em outras especialidades. E lembre-se que existe uma grande diferença entre ser bom e ser famoso. Existem muitos profissionais famosos que não são tão bons, e muitos profissionais excelentes que não são famosos, por diversos motivos, e um deles, é por não saber vender seu produto, ou seja, seus conhecimentos e habilidades.

Highlife - Música Africana

Highlife


Highlife é um gênero musical que veio de Ghana, Serra Leoa e Nigéria nos anos 1920 e se espalhou para os outros países da África Ocidental. É muito popular na Libéria e todos falando Inglês-África Ocidental, embora pouco tenha sido produzido em outros países, devido aos desafios econômicos provocados por guerras e instabilidade. Joromi é um sub-gênero.

O Highlife caracteriza-se por alguns trompetes de cores chamativas e múltiplas guitarras. Também adquiriu recentemente sons de sintetizadores (Daddy Lumba).

Saka Acquaye and His African Ensemble são apresentados no Nonesuch Explorer Series album Ghana: High-Life & Other Popular Music (Vozes da África: High-Life e Outras Músicas Populares 1969/2002).

Entre os artistas mais destacados encontramos:

Dele Sosimi - Turbulent Times

Dele Sosimi - Turbulent Times (excerpt) from Ben's Films on Vimeo.

Galactic Ruckus



Galactic é uma banda americana formada no início dos anos 90 pelo baterista e líder Stanton Moore, o baixista Robert Mercurio, saxofonista Ben Ellman, tecladista Richard Vogel e o guitarrista Jeff Raines. Juntos esses 5 músicos passeam com maestria pelo acid jazz, fusion e funk produzindo um som altamente dançante, com batidas quebradas, teclados e sopros alucinantes. Ruckus é o álbum lançado em 2003 inteiro bom do começo ao fim, com músicas animadas e outras mais calminhas perfeitas pras esses dias quentes de outono com pôr-do-sol com cores multicoloridas.

Ritmos da periferia

Fonte:http://www.submusica.com/conheca-os-ritmos-da-periferia/

Por Lucio K:http://www.luciok.com.br


Ritmos nascem a todo o momento, mas muitos não sabem que existe um universo de ritmos que nascem nas periferias. Confira uma coletânea de vídeos que mostram alguns como funk carioca, kwaito, dancehall, grime, entre outros.

Pra quem não acredita no maquiado e superficial mundo da indústria musical e sempre está atrás de música sincera, espontânea e verdadeira, é inevitável o interesse pela música que surge nos guetos, entre o povão, e que normalmente leva um bom tempo até ser absorvida (”sugada” seria a palavra mais apropriada) pelo mainstream.

A musica marginal, da margem, da periferia

Sempre foi muito difícil se informar sobre os ritmos das periferias do mundo inteiro, mas agora, graças a sites como o Youtube, já se consegue ver hits de cenas locais, � s vezes até pequenos filmes de festas e bailes, em guetos pelo mundo. Nesta matéria vou falar dos ritmos periféricos eletrônicos mais significativos hoje em dia, pelo mundo inteiro, e mostrar alguns vídeos de exemplo.

Dancehall ou Raggamuffin


Na Jamaica, Raggamuffin era o termo que os ingleses usavam pejorativamente para definir o mestiço. No final dos 80, quando baterias eletronicas enfim cairam nas mãos dos jamaicanos, foi criado uma ramificação do reggae, mais eletrônico, e muito mais enérgico. E os jamaicanos usaram o termo raggamuffin para ele, numa espécie de sátira ao sentido pejorativo original. Mais tarde foi adotado o termo dancehall pra englobar as ramificações do reggae eletronico, que vai desde o mais rude e falado (ragga) até o mais meloso e melodioso.


Clipe “Murder She Wrote”, de Chaka Demus & The Pliers, clássico de dancehall dos anos 90


Exemplo de como rola um verdadeiro baile de dancehall


O artista Sizzla em um show de ragga, evento tido como quase religioso

Reggaeton


Um pouco abaixo, em Porto Rico, Panamá e Colombia, foi rolando nos anos 90 a gênese de um ritmo influenciado pelo hip hop, dancehall e a cultura latina e caribenha. Até Cuba já tem seus representantes de reggaeton.


Clipe de “El Gato Volador”, do El Chombo — um subgênero do reggaeton chamado “dem bow”


Clipe de “Pin Pon”, reggaeton cubano do El Medicos

Funk Carioca


E o Brasil? Nós temos o nosso funk carioca, um som tosco, simples, mas genuíno e cheio de groove. Um ritmo periférico que nasceu no povo, entre produtores que tiveram que usar a criatividade pra compensar a falta de equipamentos.

No funk carioca (tambem conhecido lá fora como “Rio funk” ou “brazilian funk”), o estilo se definiu quando entraram os MCs e a influencia de ritmos brasileiros (como o maculelê, um ritmo afro-brasileiro). Aí se formou um ritmo totalmente baseado em samples, como se pode ver neste vídeo:


Vídeo que mostra um baile do subúrbio carioca onde o DJ faz improvisos com uma MPC

Drum and bass


Já indo para a Inglaterra, a meca da música: um ritmo de gueto inglês que conquistou o mundo, mas de uma forma continua marginal é o drum and bass, descendente direto do ragga-jungle, que tambem se fez na Inglaterra:


DJ Ratty fazendo um set de jungle, hoje chamado de “old skool”


Apresentação ao vivo do I Kamanchi, projeto dos DJs Krust e Die

Grime ou Dubstep


Mais recentemente, nos anos zero, se consolidou a cena Grime, que é muito interessante pois rompe com padrões sonoros e é aberto a experimentações:


Ruff Squad, um dos maiores núcleos de grime da Inglaterra

Kuduro


Descendo para a �?frica, em Angola temos o ritmo Kuduro, que há uma década anima os bailes por lá e influencia tambem os guetos de Lisboa. Tambem temos. lá na Angola, os ritmos Kizomba e Tarraxinha, que são muito mais lentos e melódicos.


“Comboio II (Remix do Znobia)”, com Os Lambas, representantes do ritmo Kuduro

Kwaito


No sul da áfrica tem um ritmo que é influenciado pela dance music e os ritmos locais, o Kwaito, mais um sabor de música de periferia:


“Koko”, do projeto Gazza, representando o Kwaito da Namíbia

O manifesto das periferias

O mais interessante é observar a grande semelhança entre todos eles. Passa bem a idéia de que a essência da música é uma só — por isso, não há sentido em se ter preconceito com ritmos musicais quaisquer. Outro ponto legal de se observar é que a cultura dançante vem toda das culturas pretas, das culturas das ruas. Como diz o ilustre Marcelinho da Lua, vivam os “ritmos vira-latas”, e power to the people

Música Ltda - O negócio da música para empreendedores

O negócio da música a partir do ponto de vista de que uma banda pode se comportar como uma pequena empresa.
http://www.megaupload.com/?d=ZIIWH4Y1

Jam da Silva


Fonte: http://sombarato.org
Jam da Silva, nasceu em 1976 em Recife, Nordeste do Brasil. O nome da cidade remete imediatamente à explosão sonora do Mangue Beat nos anos 90, mas a música sempre esteve ali: Orquestras de frevo, maracatus, cocos de roda, cirandeiros e caboclinhos passaram pelas pedras pisadas da Rua da Moeda, no Centro histórico da cidade, nos últimos séculos. Jam começou a tocar aos 11 anos, bateria primeiro, depois percussão. Hoje seu som é um mix dos dois. Frequentou a Universidade de Música entre 1998 e 2002, mas o que sabe, mesmo, aprendeu na rua.
O trabalho de Jam é uma mistura de artesanato com invenção. Parte de suas criações vêm da rua, literalmente: sempre com um HD e um lap top, grava sons dos lugares por onde anda e incorpora essa biblioteca sonora em suas músicas. Ruídos, ambientações urbanas, orações em mesquitas, carros, por onde ele passa recolhe sons. Às vezes cria música a partir de coisas que aparentemente, não têm nada a ver com ela, como conversas em ônibus ou imagens veiculadas pelas mais variadas mídias. Jam estuda texturas e o tempo inteiro busca novos timbres para pandeiros, cuícas, berimbau e até mesmo para sua bateria, que funciona em harmonia com os espaços percussivos. Por exemplo: usa pedais antigos, analógicos, para processar os sons. Liga a saída do microfone no pedal da cuíca, para transformar seu som em um canto longo e duradouro. O berimbau pode ser processado com o pedal de distorção de guitarra e ficar parecendo uma guitarra distorcida. Tudo isso sugere uma percussão eletrônica que, na verdade, é completamente orgânica.
Na hora de tocar, Jam cria camadas de percussões, inspirado na tecnica da pintura:a música vem e ele coloca ou apresenta. Depois aquilo sai de cena e vem outra coisa, em seguida e sai e vem outra. Às vezes o desenho sonoro se repete ao longo da música, outras não. A cada momento aparece um novo risco no quadro. A idéia é deixar a música a mais orgânica possível . Vale errar, acertar, ele diz, porque tudo isso dá a sensação de algo vivo
Jam já passeou suas baquetas por uma enorme variedade de estilos. Montou, com o DJ Dolores, a Orchestra Santa Massa, cujo álbum Contraditório? ganhou o prêmio de melhor disco de Word Music da BBC Awards, em 2002. Viajou em várias excursões, colaborou com artistas e músicos em discos e ao vivo. Tocou com o Massilia Sound System , os Troublemakers, Cedric Imbrooks, Camille, Sebastien Martel , os angolanos WySA e Paulo Flores, fez parte da banda F.UR.T.O., onde gravou o disco SANGUEAUDIENCIA .
No cinema , participou tocando e compondo nos filmes : Os NARRADORES De Jave , O Rap do Pequeno Principe , 10 Por cento e' Mentira e EXPRESS WAY ( blue note records ) . Mais recentemente teve suas musicas gravadas pelas cantoras Roberta Sa ( O Pedido ) , Elba Ramalho ( Gaiola da Saudade ) , Marisa Monte ( Desterro ) .

www.myspace.com/jamdasilva

O disco físico pode ser comprado aqui:
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/resenha/resenha.asp?nit...

Lista das Músicas:
1 Agô 04:03
2 Mania 03:27
3 Dia Santo 04:50
4 Samba Devagar 04:07
5 Musica Branca 01:51
6 O Pedido 04:34
7 Macumba 03:44
8 Dub das Cavernas 04:19
9 Capoeirando 05:32
10 Congachic 03:20
11 Chuva de Areia 04:02



FELA KUTI

Fela Kuti: afro-beat é compromisso

por Ramiro Zwetsch

Quem teve a sorte de assistir ao vivo, pirou. Foi o caso de Bootsy Colins - lendário baixista do funk, que acompanhou tanto James Brown quanto os grupos Parliament e Funkadelic (ambos liderados pelo lunático George Clinton). "Fela apareceu e quebrou tudo. Eu nunca tinha assistido ou sentido nada igual. Foi incrível e eu acho que tudo aquilo se tornou uma parte de mim."

Bootsy fala sobre o músico nigeriano Fela Anikulapo Ransome Kuti que, como bem descreveu, costumava causar estrago pelos palcos por onde passava. O próprio James Brown também ficou impressionado quando o viu tocar (provavelmente, em alguma data perdida na década de 70). "Quando estivemos em Lagos, visitamos o clube de Fela Ransome Kuti, o Afro-Spot. A banda dele tinha um ritmo forte. Acho que Clyde absorveu um pouco daquele som no seu jeito de tocar ", escreveu em sua autobiografia, referindo-se a Clyde Stubblefield, um dos bateristas que tocou por mais tempo com Brown.

As lembranças dos dois músicos (ambos figuras essenciais na concepção do funk norte-americano) ilustram uma das mais saudáveis trocas de referências que já brindaram a música - já que o próprio Fela Kuti não escondia a influência que o soul de James Brown exercera na sonoridade de sua primeira banda, The Koola Lobitos (formada em 1961 e rebatizada, oito anos depois, para Nigeria 70).

O batera Tony Allen, fiel escudeiro de Fela, também guarda recordações do encontro com os JB's. "Eles foram ao nosso concerto e o diretor musical de James Brown sentou-se bem ao meu lado. Enquanto ele observava e tentava imitar o movimento dos meus pés, a mim restava somente cair na gargalhada", disse em uma entrevista à revista Wire.


Garanhão nigeriano
Naquela altura, Fela já tinha iniciado uma trajetória sem precedentes na música. Tornou-se, no mínimo, o artista mais importante da Nigéria. Espremeu o funk e o jazz, adicionou tempero africano e garantiu o sabor do caldo com o seu próprio talento e a extrema competência dos músicos que formaram suas big bands. Inventou o afro-beat. Gravou mais de 80 discos em 30 anos. Deu visibilidade para Tony Allen, um dos mais criativos bateristas em atividade. Desafiou o governo. Decidiu, em 1974, que sua residência seria um estado independente e lhe deu o nome de república Kalakuta. Depois de meter a boca nas autoridades em um show de 77, viu sua mãe morrer durante uma invasão policial à sua casa - a senhora Olufunmilayo Ransome-kuti, então com 77 anos, foi arremessada pelos invasores do primeiro andar de Kalakuta. Se não bastasse, Fela ainda ficou 27 dias no xadrez. Em 1978, casou em uma mesma cerimônia com 27 mulheres (muitas delas dançarinas e cantoras de sua banda) e batizou todas com seu sobrenome: Anikulapo-Kuti. Se candidatou, em 1979, à presidência da república da Nigéria. Candidatura rejeitada. Foi preso de novo. Dessa vez, em 1984, amargou 20 meses de reclusão. Morreu de Aids em 1997.


Batidas sem fronteiras
Paralelamente a tudo isso, Fela construiu uma obra absurda. Destacar um só álbum é até leviano - e a leviandade, aqui, chama-se "Beasts Of No Nation". Gravado em 1989, o disco guarda importância simbólica justamente por surgir em um período distante da fase áurea da carreira do músico. Foi na década de 70, com a retaguarda da banda Africa 70 (formação com pequenas variações em relação à Nigeria 70), que o músico disparou a maioria esmagadora de seus clássicos: "Lady" (72), "Colonial Mentality" (77), "Shuffering & Shmiling" (78), "Zombie" (76), "No Agreement" (78) são alguns exemplos.

Nenhuma delas se parece, no entanto, com a faixa-título de "Beasts Of No Nation". Especialista na construção do grooves sólidos e duradouros, Fela gostava de sustentar a introdução instrumental por 10 ou 15 minutos - inserindo a voz somente do meio para o final das músicas. Para isso, contava sempre com a levada sincopada de Tony Allen, linhas de baixo pulsantes e pontuação agressiva dos metais.

"Beasts Of No Nation" (12:42 de duração) traz a voz de Fela já nos primeiros segundos e o elemento que demora a aparecer, aqui, são os sopros. Com harmonização dos teclados em evidência, o grupo Egypt 80 (um conglomerado de 30 músicos, alguns remanescentes das bandas Nigeria 70 e Afrika 70) conseguem submeter a herança do afro-beat dos anos 70 para uma sutil variação - que se percebe também, na intervenção das seis vozes de apoio e no timbre do cantor, mais suave em alguns momentos.

Suavidade que vocifera alguns dos versos mais ácidos do nigeriano. Já na capa do álbum, o músico já indica para quem é o recado: a ilustração mostra lideranças do período (o presidente norte-americano Ronald Reagan, a primeira-ministra da Inglaterra Margaret Thatcher e o presidente da África do Sul, P.W. Botha) caricaturizadas como vampiros, com sangue saindo por suas bocas. A contemplação da capa desperta a curiosidade - tão óbvia quanto inevitável - de tentar adivinhar qual seria o tom da crítica do músico aos líderes de hoje, se ele estivesse vivo. Como reforço à imagem estampada na embalagem do disco, ele dá nome às bestas na letra em uma espécie de despedida de um dos discursos mais politizados da música - já que, oito anos depois, Fela seria derrubado pelo HIV.

Do outro lado do vinil, 'Just Like That' (22:54) remete ao período mais fértil do afro-beat e recupera a intensidade dos metais. O sax de Fela dispara em solos e só descansa quando o músico resolve cantar.


Hip Hop, Fellas
A química rara de groove com engajamento chamou atenção de algumas das figuras mais inventivas do hip hop atual. "Eu respeito o esforço de Fela em tentar promover uma mudança positiva por intermédio de sua música. Seu som é um dos melhores que eu já ouvi", disse certa vez, por exemplo, Adam Youch dos Beastie Boys.

Uma boa amostra da afinidade do hip hop com a música do nigeriano está no disco "Red Hot & Riot" ( http://contest.mcarecords.com/redhotriot/jukebox/), da organização Red Hot -- que reúne alguns dos artistas mais instigantes do movimento executando versões para músicas de Fela. Uma das melhores faixas do álbum, "Kalakuta Show", por exemplo, reúne Mixmaster Mike (Beastie Boys), Lateef (Latrix) e Gift of Gab, do Blackalicious -- grupo que buscou em "Colonial Mentalaty", o sample para uma de suas melhores músicas:, "Smithozian Institute of the Rhyme", do disco "Nia" (2000). O duelo inspirado entre dois dos rimadores mais criativos do rap atual ganha ressonância com a hipnose instrumental do afro-beat.

A outra faixa fundamental do disco promove o encontro dos rappers Talib Kweli e Dead Prez com o brazuca Jorge Ben Jor e o grupo Positive Force (conglomerado de ex-integrantes das bandas de Fela). A versão para 'Shuffering & Shmiling" surprende em vários aspectos. Primeiro, deve-se dar o braço a torcer ao produtor da faixa - que conseguiu extrair de Ben Jor o mesmo falsete dos tempos em que se chamava só Ben (êxito só comparável à participação do mesmo Jorge na música "Malungo", da Nação Zumbi pós-Chico Science). No mais, a fusão bem dosada de rap, metais felakutianos e guitarra benjoriana explode nos ouvidos como massagem sonora.

"Red Hot & Riot" vale, no mínimo, por essas duas músicas e serve de petisco para o banquete que a vasta discografia de Fela Kuti oferece. Aos durangos, resta uma boa pesquisa no Kasaa ou genéricos. Quem quiser os discos, em CD ou vinil, terá que desembolsar o desgostoso preço da importação - mas, pode ter certeza, o deleite vale o investimento.

Links relacionados:
http://www.redhotriot.com/
http://www.felaproject.net/
http://www.ghotek.com/fela/

Afrobeat

Afrobeat é uma combinação de música yorubá, jazz, Highlife, funk e ritmos, fundido com percussão africana e estilos vocais, popularizado na África na década de 1970.
O principal criador do Afrobeat e artista nigeriano exclusivo de longa data foi o multi-instrumentista e líder de banda Fela Kuti, que cunhou o termo Afrobeat, moldado a estrutura musical, e também o contexto político do gênero na Nigéria.
Nigerianos foram os primeiros a introduzir a Afrobeat em 1970, quando Kuti de regresso de uma turnê aos E.U. com seu grupo "Nigéria 70" (ex-Koola Lobitos). O novo som de Kuti arrastou-o de um clube que ele construiu chamado afro-Santuário. Ao chegar na Nigéria, Kuti mudou o nome do seu grupo para Fela Ransome-Kuti & África 70. A banda manteve-se por um período de cinco anos de residência no Afro-Santuário de 1970-75, enquanto Afrobeat prosperou entre os jovens nigerianos.
As características do Afrobeat são:
Big Bands: Um grande grupo de músicos tocando vários instrumentos;
Energia: energética, empolgante e com alta velocidade, percussão Polirrítmica;
Repetição: Os mesmos movimentos musicais são repetidos várias vezes;
improvisação: Apresentação sem conjunto musical;
Combinação de gêneros: Uma mistura de diversas influências musicais.
Vocais tendem a ser cantadas em Yorubá e pidgin inglês como Kuti, que disse em perfeito Inglês, considerar estas como sendo as mais entendidas em todas as línguas das fronteiras da África.



Afrobeat originou-se na parte sul da Nigéria nos anos 60 quando Kuti experimentou com muitas formas diferentes de música contemporânea da época. Predominantes na sua música são harmonias e ritmos nativos Africanos, tendo diversos elementos e combinando, modernização e improvisando sobre eles. Políticas são essenciais para o gênero de Afrobeat, desde o fundador Kuti a crítica social é utilizada para preparar o caminho para a mudança social.
Sua mensagem pode ser descrita como relativa a confronto e controvérsia, que pode ser relacionada com o clima político da maior parte dos países da África nos anos 60, muitos dos quais foram lidar com a injustiça política e corrupção militar ao mesmo tempo recuperando pela transição de governos coloniais à autodeterminação. Com o gênero espalhado por todo o continente africano muitas bandas assumiram o estilo. As gravações destas bandas e suas músicas raramente eram ouvidas ou exportadas para o exterior mas em muitos países de origem já podem ser encontradas na compilação álbuns e CDs gravados de lojas especializadas.
[editar]Influência
Muitos musicos de jazz têm sido atraídos para o Afrobeat. Desde de Roy Ayers nos anos setenta a Randy Weston nos anos noventa, houve colaborações que resultaram em álbuns como África: Centre of the World por Roy Ayers, realizado pela etiqueta Polydor em 1981. Em 1994 Branford Marsalis, o saxofonista de jazz americano, incluiu amostras de Fela "Beast of No Nation" no seu álbumBuckshot leFonque.
Afrobeat foi profundamente influenciada por importantes produtores contemporâneos como Brian Eno, que creditaram Fela Kuti como uma influência. Os metais do Antibalas são músicos convidados nos álbuns Foals, Antídotes.
A nova geração de DJs do anos 2000 que se apaixonaram tanto pelo material de Kuti e outros raros lançamentos, fizeram compilações e remixes dessas gravações e assim, reintroduzir o gênero para novas gerações de ouvintes e fãs do Afropop e Groove.